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domingo, 9 de janeiro de 2011

DIREITO Á VIDA

Apesar dos conturbados tempos que vivemos existem ainda pessoas que apostam no pragmatismo e no bom senso como forma de arrostar contra a hipocrisia reinante nos meios Católicos no que respeita ao combate à AIDS. Esse é o caso de Kevin Dowling que após ter sido nomeado Bispo Católico da Diocese de Rustenberg, há 16 anos atrás, visitou os campos de habitação clandestina próximos de Rustenberg que servem de casa a 100.000 pessoas perto da fronteira entre a África do Sul e o Botswana.
Quase exclusivamente composta por homens imigrantes do Lesoto, Zimbabwe, Moçambique e Península do Cabo, esta comunidade mineira, de parquíssimos recursos financeiros, que trabalha nas minas de platina da zona, alberga no seu seio um número muito reduzido de mulheres, a metade das quais VIH-positivas, que se prostitui para conseguir sobreviver.
A extensa rede de relações sobreponíveis nesta comunidade torna-a um campo perfeito para a disseminação do VIH. O Bispo, ciente do facto, e arriscando no mínimo a perda do emprego, já que o Vaticano para além de proibir o uso de camisinha em qualquer circunstância, ainda sustenta alarvemente que a camisinha é permeável ao VIH, decidiu criar em 1996 uma Clínica, que hoje, para além de integrar uma Escola e um Centro de Dia, distribui gratuitamente aos mineiros camisinhas, fármacos para o AIDS e aconselhamento para a prevenção da infecção.
A abstinência antes do casamento e a fidelidade num casamento são coisas fora da esfera da possibilidade aqui” disse ele. “A questão é proteger a vida. Esse deve ser o nosso principal objectivo”. “Eles têm que usar camisinha, ponto.”, sustenta Kevin Dowling para quem o quer ouvir.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O QUE O MUNDO PERDE COM A SELETIVIDADE

<a href="http://video.br.msn.com/?mkt=pt-br&vid=1bae3d79-54e2-48bf-ba44-b42142d6ee94&from=pt-br&fg=dest" target="_new" title="Homem sem-teto com voz incrível">Vídeo: Homem sem-teto com voz incrível</a>

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

PESQUISADOR UNIP DESTAQUE

Pesquisas Financiadas pela Vice-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa 

http://www3.unip.br/pesquisa/pesquisa_financiada_discente_emandamento_ICSC.aspx

 Ciências Sociais e Comunicação

Título: Pena de morte
Discente: André Marques Recacho
Orientador: Prof. Justino de Mattos Ramos Netto
Curso: Direito

Campus: Paraíso 
Título: Os Tratados Internacionais de Direitos Humanos no ordenamento jurídico brasileiro
Discente: Ana Paula Coutinho Mendes de Oliveira
Orientadora: Profa. Dra. Carla Fernanda de Marco
Curso: Direito
Campus: São José do Rio Preto
Título: Erro médico: do diagnóstico ao tratamento jurídico
Discente: Ana Raquel Fortunato dos Reis Strake
Orientadora: Profa. Dra. Vera Lucia Mikevis Sobreira
Curso: Direito
Campus: Alphaville
Título: A influência da Tecnologia da Informação na gestão pública na cidade de São José do Rio Preto
Discente: Anderson Evandro Santimaria
Orientador: Prof. Fernando Martins Silva
Curso: Administração de Empresas
Campus: São José do Rio Preto
Título: Euclides e a construção da identidade rio-pardense
Discente: André Luís de Oliveira
Orientadora: Profa. Dra. Maria Olívia Garcia Ribeiro de Arruda
Curso: Letras
Campus: São José do Rio Pardo

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

SENADO DIREITOS HUMANOS

PLENÁRIO / Homenagem
21/12/2010 - 14h32
Prêmio de direitos humanos é oportunidade para continuar avanços sociais, afirma Inácio Arruda
[senador Inácio Arruda ]
A entrega, pelo Senado, da Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, é oportunidade de refletir sobre os dilemas que ainda persistem no país, afirmou o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), nesta terça-feira (21). O combate ao trabalho escravo, a distribuição das riquezas, a construção de escolas e a geração de empregos são alguns dos temas citados pelo senador como fundamentais para a construção do Brasil como verdadeira nação e que têm sido objeto do trabalho dos homenageados com a premiação.
- É preciso construir esta nação, dar a este povo condições dignas de vida no seu dia a dia. É preciso defendê-lo efetivamente, e defender o povo efetivamente é garantir liberdade, democracia e projeto para o desenvolvimento da nossa pátria - disse.
O senador conclui lançando um apelo aos agraciados com a Comenda: "A homenagem aumenta a nossa responsabilidade, dos agraciados e daqueles que propuseram. Temos mais responsabilidade ainda com a luta em defesa dos direitos humanos."
Da Redação / Agência Senado

Bispo recusa comenda do Senado em protesto contra reajuste


21 de dezembro de 2010 15h21



Claudia Andrade
Direto de Brasília
Em sessão especial realizada na manhã desta terça-feira, o Senado Federal entregou a cinco pessoas a Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara. Ou tentou entregar, porque um dos vencedores se recusou a receber a homenagem.
O bispo de Limoeiro do Norte, no Ceará, Dom Manuel Edmilson da Cruz, recusou a comenda, em protesto contra o aumento de 61,8% aos parlamentares aprovado pelo Congresso Nacional na última semana.
Depois de criticar o não pagamento de precatórios, o baixo valor das aposentadorias, os salários mínimos "que crescem em ritmo de lesmas", o bispo lembrou o aumento dos parlamentares e o efeito cascata que a decisão deverá impor nos Estados e municípios.
"O povo brasileiro, hoje de concidadãos e concidadãs, ainda os considera Parlamentares?", indagou. "Quem assim procedeu não é Parlamentar. É para lamentar".
"A Comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la. Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho".
Dom Manuel acrescentou que, se aceitasse a homenagem, estaria agindo contra os direitos humanos. "O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e o da aposentadoria. Isso não acontece! O que acontece é um atentado contra os direitos humanos de nosso povo".
O discurso foi encerrado com um pedido para "se desfazer o erro". "Deve-se retroceder", concluiu o bispo, indicado para a premiação pelo senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que justificou a escolha apontando a dedicação do bispo à defesa dos oprimidos.
Os outros homenageados foram Dom Pedro Casaldáliga, o deputado estadual no Rio de Janeiro Marcelo Freixo, e os defensores públicos Wagner de La Torre e Antônio Roberto Cardoso.
Enquanto a cerimônia ocorria no plenário do Senado, um grupo de estudantes protestava do lado de fora do Congresso também contra o aumento dos salários.